Chegando em Buenos Aires por Ezeiza: dinheiro e trânsfer.
Chegar pelo aeroporto internacional de Ezeiza não é nenhum bicho de sete cabeças. A imigração é amistosa e em pouco tempo você já está em frente à esteira de bagagens. Todo mundo por ali (e em todos os negócios voltados ao turista da cidade inteira) vai tentar entender português, então essa é uma preocupação a menos.
Vamos decidir o que verdadeiramente importa, então, na chegada.
1) Conseguir pesos argentinos
Ignore, ignore, ignore qualquer casa de câmbio no lado de dentro do aeroporto. Nenhuma delas, seja as que ficam ao lado da esteira de bagagem, seja as que estão no saguão de saída, oferecem cotação decente. Nem para os seus dólares, nem para os seus reais.
Pegue suas bagagens, atravesse todo o setor de desembarque e saia para a rua.
Ali, sim, você pode obter seus pesos. Em dois lugares distintos:
- À sua esquerda, procure a salinha dos caixas eletrônicos. Se o cartão do seu banco permite fazer saques no exterior, os caixas normalmente oferecem a melhor cotação, mesmo com as tarifas bancárias.
- À sua direita, contorne a parede e siga até o fundo. Lá você vai encontrar, funcionando 365 dias por ano, 24 horas por dia, o Banco Nación. Ali você obterá uma boa cotação pelos seus dólares e normalmente a melhor cotação da cidade para os seus reais. Se eu fosse você, já trocava tudo ali, para desencanar do assunto durante a sua estada.
(Parênteses: eu não compraria dólares para levar à Argentina; só levaria os que já tivesse em casa. Levaria reais, cartão de banco para fazer saques e cartão de crédito para fazer gastos. Leia aqui os prós, os contras e os comentários do pessoal sobre cada uma das alternativas.)
2) O transporte até o seu hotel
Sem trânsito, Ezeiza está a pouco menos de uma hora do centro de Buenos Aires. Vale a pena cacifar um táxi ou um “remis”, um carro com chofer, que podem em torno do equivalente a 50 reais. (Há também ônibus e microônibus especiais, entre 8 e 20 reais por passageiro, e também ônibus de linha de 1 real, mas eu nunca testei.)
Depois de resolver a questão dos primeiros pesos, escolha entre o remis e o táxi.
A maior diferença entre os dois é que os remises aceitam cartão de crédito. Os guichês têm dois balcões: um voltado para o saguão de desembarque, e outro para o lado de fora. Como você tecnicamente já saiu do aeroporto, vai poder contratar o seu transporte no guichê de fora. Há uma tabelinha do aeroporto na esteira de bagagem onde você já pode ver qual está mais em conta.
Se você já quiser gastar as suas primeiras notas de peso (ou os dólares que trouxe), vá ao balcão do Taxi Ezeiza, quase na calçada do aeroporto. Eles costumam fazer uma tarifa interessante para a volta, se você comprar e agendar já na ida.